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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

A Igreja Secular: a profecia do Élder Maxwell sobre a guerra contra o cristianismo


Élder Neal A Maxwell
Presidente do Primeiro Quórum dos Setenta de
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Universidade Brigham Young
10 de outubro de 1978

Tradução: João Henrique Pereira




Discipulado inclui boa cidadania; e em relação a isso, se você for um estudante cuidadoso das declarações dos profetas modernos, perceberá que, com raras exceções--especialmente quando a Primeira Presidência tem falado--a preocupação expressada tem sido sobre questões morais, não questões sobre partidos políticos. As declarações são sobre princípios, não sobre pessoas, e causas, não candidatos. Em algumas ocasiões, em outros níveis da Igreja, alguns não foram tão discretos, tão sábios ou tão inspirados. 

Mas não se enganem, irmãos e irmãs; nos meses e anos seguintes, os eventos requererão de cada membro que ele ou ela decidam se seguirão a Primeira Presidência. Os membros encontrarão maiores desafios para os fazer coxear entre dois pensamentos. (ver 1 Reis 18:21)

O Presidente Marion G Romney disse, muitos anos atrás, que ele nunca havia exitado em seguir o conselho das autoridades da Igreja, "mesmo que isso interferisse em minha vida social, profissional e política" (CR, abril de 1941, p. 123). Essa é uma doutrina dura, mas é uma doutrina particularmente vital em uma sociedade que está tornando-se mais iníqua. Em resumo, irmãos e irmãs, não ter vergonha do evangelho de Jesus Cristo inclui não ter vergonha dos profetas de Jesus Cristo. 

Estamos entrando em um período de inacreditáveis ironias. Vamos citar apenas uma dessas ironias que ainda está em seu estágio sutil: veremos em nossa época um máximo de esforço feito, embora indireto, para estabelecer a irreligião como a religião do Estado. Essa é realmente uma nova forma de paganismo que usa as cuidadosamente preservadas e cultivadas liberdades da civilização ocidental para limitar a liberdade, mesmo enquanto rejeita o valor essencial de nossa herança judaica-cristã. 

M J Sobran escreveu recentemente:


Os Moduladores da Constituição... proibiram o Congresso de fazer qualquer lei "a respeito" do estabelecimento de religião, assim, deixaram os estados livres para fazê-lo (como muitos deles fizeram); e eles explicitamentee proibiram o Congresso de limitar "o livre exercício" de religião, dando assim à prática religiosa a ênfase retórica que concorda plenamente com a preocupação especial que sabemas que tinham com a religião. É preciso uma ingenuidade em especial para concluir disso uma indiferença governamental com a religião, muito menos um secularismo agressivo. Sim, há aqueles que insistem que a Primeira Emenda realmente prescreve a imparcialidade do governo não somente com uma religião específica, mas com a religião como tal; assim, a isenção de impostos para igrejas é agora considerada inconstitucional. É espantoso [ela continua] pensar que uma cláusula que claramente protege a religião pode ser interpretada como uma exigência de que seja negado a ela um status rotineiramente concedido a estabelecimentos educacionais e de caridade, que não têm nenhuma proteção constitucional. Longe de igualar a descrença, o secularismo conseguiu virtualmente estabelecê-la. 
[Ela continua:] O que os secularistas estão exigindo cada vez mais, em sua forma ingênua, é que pessoas religiosas, quando agirem politicamente, ajam apenas em bases seculares. Eles estão tentando igualar a prática da religião com o estabelecimento da religião. E, eu repito, as consequências dessa lógica é realmente estabelecer o secularismo. É, de fato, forçar os religiosos a internalizar a principal premissa do secularismo: que a religião não têm nenhuma relação adequada com os assuntos públicos. [Human Life Review, Summer 1978, pp. 51–52, 60–61]

Irmãos e irmãs, a irreligião como a religião do estado seria a pior de todas as combinações. Sua ortodoxia seria insistente e seus inquisidores inevitáveis. Seu ministério pago seria numeroso. Seus Césares seriam insuportavelmente condescendentes. A maioria entre eles--quando confrontadas com alternativas claras--fariam a escolha de Barrabás, assim como fez a turba a séculos atrás quando Pilatos os confrontou com a necessidade de decidir.  

Seu discipulado pode ver o dia em que as convicções religiosas serão fortemente desencorajadas. M J Sobran também observou, "Uma convicção religiosa é agora uma convicção de segunda classe, da qual é esperado que caminhe em deferência para o fundo do ônibus secular, e não reclame sobre isso." (Human Life Review, Summer 1978, p. 58). Esse novo imperialismo irreligioso procura desaprovar certas opiniões do povo simplesmente porque essas opiniões surgem de convicções religiosas. Resistência ao aborto logo será vista como primitiva. Preocupação com a instituição da família será vista como ultrapassada e ignorância.

Em suas formas mais suaves, a irreligião será meramente condescendente com aqueles que possuem valores judaico cristãos tradicionais. Em suas formas mais duras, como sempre acontece com aqueles que são cegados pelo dogmatismo, a igreja secular fará tudo o que puder para reduzir a influência daqueles que ainda se preocupam com padrões como os dos 10 mandamentos. Basta apenas um pequeno passo para que o dogmatismo se torne injustiça--principalmente quando os dogmáticos acreditam estar lidando com pessoas primitivas que não sabem o que é o melhor para elas. Esse é o peso dos burocratas seculares, entendem?

Estou dizendo que o direito de votar das pessoas religiosas está em perigo? Claro que não! Estou dizendo, "Isso é um retorno às  catacumbas?" Não! Mas há uma desconsideração pelas opiniões religiosas. Pode haver até mesmo uma desqualificação secreta e sutil de alguns para certos empregos em algumas situações, em um irônico "teste irreligioso" para o cargo.  

No entanto, se as pessoas não forem permitidas a defender, afirmar, e praticar, em todas as formas legítimas, as opiniões e ponto de vista que possuem que se baseiam em suas convicções religiosas, que tipo de homens e mulheres eles seriam, afinal? Nossos pais fundadores não esperavam ter uma igreja oficial estabelecida nem ter uma religião em particular favorecida pelo governo. Eles queriam que a religião fosse livre para fazer seu próprio caminho. Nem pretendiam eles ter a irreligião transformada em uma igreja favorecida pelo Estado. Percebam a terrível ironia se essa tendência continuar. Quando a igreja secular vai atrás de seus hereges, onde estarão os santuários? Para qual terra firme ou Rocha de Plymouth podem os futuros peregrinos ir?

Se viermos a nos tornar uma igreja secular, despojada de valores tradicionais e divinos, onde iremos buscar inspiração para as crises de amanhã? Poderemos apelar para a retidão de uma legislação específica para nos apoiar em nossas horas de necessidade? Seremos capazes de buscar abrigo sob uma Primeira Emenda que até lá poderá ser distorcida para favorecer a irreligião? Poderemos confiar, para a contraponto, na educação de valores em nossos sistemas educacionais cada vez mais secularizados? E se nossos governos e escolas falharem conosco, seríamos capazes de retornar à instituição da família, quando tantos movimentos seculares procuram destruí-la?  

Pode muito bem ser que, quando nossa época  de "padecer afronta pelo nome de Jesus" (Atos 5:41) chegar, que algumas dessas tensões em especial surjam naquela porção do discipulado que envolve cidadania. Lembrem-se de que, como Néfi e Jacó disseram, devemos aprender a suportar as "cruzes do mundo" (2 Néfi 9:18) e também desprezar "a vergonha [dele]" (Jacó 1:8). Continuar apegados à barra de ferro a despeito da zombaria e do escárnio que brotam da multidão naquele grande e espaçoso edifício visto pelo Pai Leí, que é o "orgulho do mundo", é ignorar a vergonha do mundo (1 Néfi 8:26-27, 33; 11: 35-36). Entre parênteses, por que -- realmente por que -- os descrentes que se alinham naquele espaçoso edifício assistem com tanto interesse o que os descrentes estão fazendo? Certamente deve haver outras coisas para os escarnecedores fazerem--a menos que, no fundo de seu aparente desinteresse, haja interesse.  

Se o desafio da igreja secular se tornar muito real, vamos, como em todas as outras relações humanas, nos basear em princípios mas ser agradáveis. Sejamos perspicazes sem ser pomposos. Tenhamos integridade e não passemos cheques com nossas línguas que nossa conduta não possa pagar. 

Antes da vitória final das forças da retidão, algumas escaramuças serão perdidas. Mesmo essas, porém, devem deixar um registro para que as escolhas perante o povo sejam claras e levem outros a fazerem o que desejarem diante do conselho profético. Também haverá tempos, felizmente, quando uma pequena derrota parecer provável, que outros irão adiante, tendo se agrupados em torno da retidão pelo que nós fizemos. Conheceremos a alegria, naquela ocasião, de ter despertado uma maioria adormecida de pessoas decentes de todas as raças e credos--uma maioria que estava, até então, inconsciente de si mesma. 

Jesus disse que quando as folhas da figueira brotam, "está próximo o verão" (Mateus 24:32). Assim advertidos de que o verão está sobre nós, não nos queixemos do calor.




quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Apresentador compra tela de SUD para presentear Donald Trump




"Sean Hannity acaba de comprar minha pintura The Forgotten Man (O Homem Esquecido) para dar a Donald Trump para pendurar na Casa Branca", publicou o pintor mórmon Jon McNaughton em seu perfil no Facebook na noite de 9 de novembro. 




Sean Hannity é um dos radialistas conservadores mais ouvidos nos EUA e apresentador da Fox News, ele é também autor de três livros, entre estes: Conservative Victory: Defeating Obama’s Radical Agenda  (Vitória conservadora: derrotando a agenda radical do Obama).

Jon McNaughton ficou conhecido por suas pinturas patriotas onde transmite na tela o que poucos, mesmo entre os republicanos, têm coragem de falar: o progressivo ataque do governo Obama à Constituição dos EUA e aos valores tradicionais do povo americano. Em sua descrição no Facebook da tela "The Forgontten Man" ele afirma:

Contra um céu escurecendo ao fundo, todos os presidentes do passado dos Estados Unidos se reúnem diante da Casa Branca, como se quisessem comemorar algum grande evento. No canto esquerdo da pintura senta um homem. Esse homem, com a cabeça inclinada, parece perturbado e desesperado enquanto contempla seu futuro. Alguns dos presidentes anteriores tentam consolá-lo enquanto olham na direção dos presidentes modernos como se dissessem: "O que vocês fizeram?" Muitos desses presidentes modernos, aparentemente alheios a qualquer coisa além de si mesmos, parecem estar felicitando-se uns aos outros por suas grandes realizações. Na frente do homem, o lixo de papel está soprando no vento. Letras de dólar amassadas, documentos legislativos e, como um sussurro - a Constituição dos EUA sob os pés de Barack Obama. 

Abaixo, uma entrevista concedida por McNaughton ao Sean Hannity Show em 20 de abril de 2012:



Conheça as obras de Jon McNaughton: jonmacnaughton.com 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Trump dispara em Utah




Trump está à frente de Hillary Clinton e Evan McMullin somados em Utah.

Com 8% dos votos apurados, Trump dispara com 54,3%.

Hillary Clinton e Evan McCmullim estão empatados com 20,9%.

Dados: New York Times

Acompanhe ao vivo o choro do pessoal da Goebbels News



Impagável!!

"Se o Trump ganhar na Virgínia a gente fecha a transmissão." Mainardi, Diogo.






sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Grupo inter-religioso envia carta ao presidente Obama contra relatório que estigmatiza religiosos

Bispo Caussé a assina em nome da Igreja.



Reproduzido em parte do site Mormon Newsroom


"Esse ataque aos discordantes não tem lugar nos Estados Unidos, onde todas as crenças, a liberdade para expressá-las e a liberdade para vivê-las são protegidas pela Primeira Emenda à Constituição."


A seguinte carta foi enviada ao Presidente Barack Obama, ao Senador Orrin Hatch e ao Presidente da Casa (House Speaker) Paul Ryan em resposta a um relatório emitido pela Comissão dos EUA sobre os Direitos Civis. A carta é assinada por um grupo diversificado de líderes religiosos (incluindo o Bispo Presidente Gérald Caussé de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias), representando dezenas de milhões de americanos.  


7 de outubro de 2016

Ao Honorável Barack Obama
Presidente dos Estados Unidos
Casa Branca
1600 Pennsylvania Avenue, N. W. 
Washington, D.C. 20500

Ao Honorável Orrin G. Hatch
Presidente Pro tempore
Senado dos Estados Unidos
104 Hart Office Building
Washington, D.C. 20510

Ao Congressista  Paul Ryan
Presidente da Casa (Speaker House)
Casa dos Representantes dos Estados Unidos
H-232, The Capitol
Washington, D.C. 20515

Caro  Srs. Presdente, Senador  Hatch e Presidente Ryan:

Somos um grupo diversificado de líderes religiosos dos Estados Unidos das mais variadas perspectivas políticas, religiosas e ideológicas. Escrevemos para os senhores como reponsáveis pela indicação dos membros da Comissão dos EUA sobre os Direitos Civis.

Esperamos expressar nossa profunda preocupação com o relatório emitido pela Comissão, "Coexistência Pacífica: Reconciliando Princípios de Não-Discriminação com as Liberdades Civis", que estigmatiza dezenas de milhões de religiosos nos EUA, suas comunidades, suas instituições baseadas na fé e ameaça a liberdade religiosa de todos os nossos cidadãos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Utah e a Constituição




Por F. Stephen Felt


O fundador de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Joseph Smith, previu o tempo em que a Constituição dos EUA estaria à beira da ruína e, para socorrê-la, membros da Igreja SUD seriam um grupo para o qual a nação se inclinaria para "salvar a Constituição de sua destruição iminente".

A escolha em 2016 é clara. Donald Trump prometeu indicar juízes para a Suprema Corte que apoiam a Constituição. Hillary Clinton irá destruí-la. Um voto para o condidato de um terceiro partido, Evan McMullin, é, na verdade, votar em Hillary e contra a Constituição dos EUA.

Por que isso é importante? Em 2016, Utah poderá ser o swing state que decidirá qual dos candidatos majoritários ganhará a presidência americana e determinará o destino da Constituição. Com Utah balançando na borda de um voto do protesto vão e sem sentido por McMullin, Donald Trump é de fato o único candidato majoritário posicionado para salvar a Constituição dos EUA, pôr fim a destruição dos nascituros e preservar a América.

Se isso irá acontecer pode depender agora do bom senso e boa vontade dos membros da Igreja SUD em Utah. Eles se unirão à causa, apoiarão a nação e ajudarão a "salvar a Constituição de sua destruição iminente"?

Os políticos do establishment republicano perderam a confiança dos cidadãos de Utah. Seu fogo aberto sobre Trump, um camarada de armas, beneficia apenas Hillary Clinton enquanto ameaça a Constituição dos EUA e a vida dos nascituros. À luz da negação da credibilidade de Trump pelas alegações dos democratas, a pressa dos políticos do establishment republicano em julgar e desmerecer sua única chance de vitória parece tanto sem inspiração como pouco inspiradora.

Cabe aos bons cidadãos de Utah rejeitar a farsa e a vaidade de uma candidatura por um terceiro partido e ajudar "a salvar a Constituição de sua destruição iminente" enquanto ela ainda pode ser salva. A nação, as vidas dos nascituros e a Constituição podem depender deles. Bem fez Ezra Taft Benson, antigo presidente da Igreja SUD e membro do gabinete do Presidente Eisenhower, ao anunciar em um discurso de conferência, "Acautelai-vos do orgulho".

Publicado pelo American Thinker

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Presidente Monson adverte os santos dos últimos dias



Adaptado do LDS Living

Com o antagonismo gerado em torno de questões políticas, tensões na família, e o aumento da violência entre culturas e religiões, tem se tornado difícil encontrar um refúgio. Mesmo dentro de nossos próprios lares, desentendimentos surgem naturalmente, alguns podem durar anos. 

Em meio a essa crescente confusão, o presidente Monson postou recentemente uma mensagem em sua página do Facebook, citando um de seus discursos de 2009, Amansa teu temperamento.

Todos estamos sujeitos a sentimentos que, se não forem refreados, podem levar à ira. Sentimos descontentamento, irritação ou hostilidade e, se assim decidirmos, perdemos a paciência e ficamos irados com os outros. Ironicamente, as pessoas com quem nos iramos muitas vezes são de nossa própria família, são as pessoas a quem mais amamos.
Há muitos anos, li no jornal a seguinte nota da Associated Press: Um senhor idoso revelou no funeral do irmão com quem dividia desde a juventude uma cabana de um cômodo perto de Canisteo, em Nova York, que depois de uma briga eles traçaram uma risca de giz dividindo o cômodo ao meio e que nenhum deles jamais cruzara a linha ou dirigira uma única palavra ao outro depois disso (…) e isso foi há 62 anos. Pensem nas consequências dessa raiva. Que tragédia! 
Que tomemos a decisão consciente, sempre que for preciso, de não nos enraivecer e de não dizer as palavras ásperas e agressivas que ficarmos tentados a dizer.




Confira a íntegra do discurso:

Amansa teu temperamento, Conferência Geral, outubro de 2009.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O papel do governo - Ezra Taft Benson




Por Ezra Taft Benson
Discurso proferido em 1961 no The Utah Forum for the American Idea. 


Homens que estão sob os holofotes da opinião pública constantemente são convidados a expressar uma opinião sobre uma miríade de propostas e projetos do governo. "O que você pensa sobre a TVA (Tennessee Valley Authority)?",* "Qual é sua opinião sobre o sistema de saúde pública?", "Como você se sente sobre a Renovação Urbana?" A lista é interminável. Com demasiada frequência, as respostas para essas questões não parecem se basear em qualquer princípio sólido mas na popularidade do programa de governo específico em questão. Raramente os homens estão dispostos a se oporem a programas populares se eles mesmos esperam ser populares -- especialmente se eles estão à procura de um cargo público.

O governo deve estar baseado em princípios sólidos

Tal abordagem a questões políticas vitais do dia pode levar apenas à confusão do público e ao caos legislativo. Decisões dessa natureza devem ser baseadas e medidas por certos princípios básicos sobre o papel do governo. Se esses princípios estão corretos, então eles podem ser aplicados a qualquer proposta específica com confiança.

"Não são, na verdade, fundamentalmente, princípios universais com referência aos quais todas as questões podem ser resolvidas quer seja a sociedade simples ou complexa em sua organização mecânica? Parece-me que poderíamos aliviar-nos da maior parte da confusão que tanto nos perturba e distrai ao submeter cada situação ao teste simples de certo e errado. O certo e o errado assim como os princípios morais não mudam. Eles são aplicáveis, determinantes e confiáveis quer as situações com as quais lidamos sejam simples ou complexas. Há sempre um certo e errado para cada pergunta que requer nossa solução." (Albert E. Bowen, Prophets, Principles and National Survival, p. 21-22)

Ao contrário do oportunista político, o verdadeiro estadista valoriza os princípios acima da popularidade, e trabalha para criar popularidade para princípios sábios e justos.


O papel correto do governo

Eu gostaria de delinear em termos claros, concisos e diretos os princípios políticos que subscrevo. Estas são as diretrizes que determinam, agora e no futuro, minhas atitudes e ações sobre todas as propostas nacionais e projetos do governo. Esses são os princípios que, em minha opinião, proclamam o papel do governo nos assuntos internos do país.

"[Acredito] que os governos foram instituídos por Deus em benefício do homem; e que ele considera os homens responsáveis por seus atos em relação aos mesmos, tanto na formulação de leis como em sua execução, para o bem e segurança da sociedade."

"[Acredito] que nenhum governo pode existir em paz a não ser que tais leis sejam feitas e mantidas invioladas, de modo a garantir a todo indivíduo o livre exercício de consciência, o direito e domínio de propriedade e a proteção da vida."

"[Acredito] que todos os homens têm a responsabilidade de suster e apoiar o governo do lugar em que residem, desde que protegidos em seus direitos inerentes e inalienáveis pelas leis de tal governo; e que o motim e a rebelião são inadequados a todo cidadão assim protegido e devem ser punidos convenientemente; e que todos os governos têm o direito de estabelecer leis que, a seu ver, sejam mais adequadas para assegurar os interesses públicos; ao mesmo tempo, contudo, mantendo sagrada a liberdade de consciência."

terça-feira, 5 de julho de 2016

Os signatários da Declaração de Independência - Ezra Taft Benson



Por Ezra Taft Benson
Conforme publicado no livro The Nation Shall Endure em 1977.



Quando lemos os jornais e outros materiais impressos, escutamos a televisão e o rádio e ouvimos as vozes de distintos cidadãos norte americanos, ficamos cientes de que os Estados Unidos estão numa encruzilhada. Estamos diante da realidade de que podemos perder nossa grande herança de liberdade. 

Há aqueles em nosso meio que depreciam nossa grande e amada república e os homens que colocaram os fundamentos de nosso governo. Essas são as vozes e as palavras que nossos jovens ouvem e leem frequentemente. Eu pergunto, como podemos esperar que eles sintam um dever para com Deus e seu país quando o clima de opinião é tão negativo sobre tudo o que nós prezamos e damos valor? A resposta para essa pergunta será decidida pela forma como nossos lares instilam o amor a Deus e a nosso país e pela forma como nós como líderes exemplificamos perante nossa juventude nossa devoção. Quando foi a última vez que você tirou um tempo para deixá-los saber seus sentimentos sobre seu país?

Essa nação é diferente de qualquer outra. Ela nasceu de forma única. Teve seu início quando cinquenta e seis homens assinaram a Declaração de Independência. Sei que há alguns que veem essa declaração apenas como um documento político. Ela é muito mais do que isso. Ela constitui um manifesto espiritual, declarando não apenas para essa nação, mas para todas as nações, a fonte dos direitos dos homens. 

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A Vantagem dos Mórmons - Maggie Gallagher



Por MAGGIE GALLAGHER
Publicado pelo National Review em 12 de dezembro de 2014.
Twitter: @MAGGIEGALLAGHE 


Deixando a teologia de lado, o que podemos aprender com os mórmons?

Com até mesmo colunistas do New York Times e ilustres cientistas sociais como Andrew J. Cherlin reforçando a verdade fundamental de que a retração do casamento está causando desigualdades básicas nas oportunidades de milhões de crianças norte-americanas, vale a pena perguntar: Quem está fazendo um melhor trabalho em apoiar uma cultura de casamento? 

Um fascinante banco de dados do Instituto Austin lança uma nova luz sobre essa questão.

A pesquisa sobre a relação entre religião e a família tem sido complicada pelo fato de que, hoje, a filiação religiosa diz relativamente pouco sobre o que as pessoas acreditam e como elas se comportam. Muitas pessoas se definem culturalmente, e não de forma sectária, quando se trata de sua filiação religiosa, o que torna mais difícil ver qual impacto a frequência e os ensinamentos que ocorrem nas casas de adoração tem sobre o casamento e o comportamento familiar.

A condição complementar do homem e da mulher - discurso do Presidente Eyring no Vaticano



A Condição Complementar do Homem e da Mulher
Colóquio Interreligioso Internacional na Cidade do Vaticano
18 de novembro de 2014

Presidente Henry B. Eyring
Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência de
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

Conforme reproduzido do site lds.org.br


"Para Tornarem-se Um"

Sou grato por ter sido convidado a ser uma testemunha neste colóquio. Sou especialmente grato pela oportunidade de apresentar evidências de que um homem e uma mulher, unidos em casamento, têm o poder sublime de criar a felicidade para si mesmos, para sua família e para as pessoas ao seu redor.



Sou testemunha ocular do poder da união de um homem e uma mulher no casamento para produzir a felicidade mútua assim como para sua família. A evidência que ofereço é pessoal, mas confio que meu repertório virá despertar em sua memória aquilo que vocês têm visto e que assinala uma verdade abrangente, que vai muito além das experiências de um casal ou de uma família.

A evidência que ofereço teve início há tempos, quando eu era solteiro e morava sozinho, sem nenhum parente por perto. Eu me considerava feliz e estava contente. Naquela época, eu fazia o doutorado na Universidade de Harvard, em Cambridge, Massachusetts. Minha pesquisa estava indo bem, eu estava servindo a outras pessoas por meio de minha igreja, e ainda encontrava tempo para jogar tênis com frequência.

Por designação da minha igreja, participei de uma reunião matinal em um bosque em New Hampshire. Quando a reunião terminou, vi na multidão uma jovem. Eu nunca a tinha visto antes, mas o sentimento que tomou conta de mim era de que ela era a melhor pessoa que eu já vira. Naquela noite, ela compareceu a nossa reunião da Igreja, em Cambridge. Outro pensamento me veio à mente com grande poder: “Se eu apenas pudesse estar com ela, eu poderia tornar-me tudo de bom que eu sempre quis ser.” Eu disse ao homem sentado ao meu lado: “Está vendo aquela garota? Eu daria tudo para me casar com ela.”

sábado, 28 de maio de 2016

Em defesa da família: os últimos ensinamentos do Élder Perry sobre a importância da família



Esse é o primeiro de uma série de quatro artigos do blog O Estandarte sobre a defesa dos valores familiares. 

Por João Henrique Pereira

Há um ano atras, o Élder L Tom Perry, que servia no Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias desde 1974, faleceu devido a um câncer na tireoide ter se espalhado agressivamente para outros órgãos de seu corpo. Três dia antes de sua morte, ele recebeu a visita dos élderes Oaks e Ballard; na ocasião, o apóstolo expressou a seus companheiros de quórum sua preocupação com a crise moral de nossa época, ele afirmou: "Eu me preocupo muito com o que está acontecendo no mundo. Como foi que nos envolvemos nessa confusão em que os padrões morais mundiais estão decaindo, ao mesmo tempo em que temos populações no mundo inteiro que estão sofrendo? Perdemos nossas boas e fortes crenças cristãs. Essa é realmente uma época difícil". Ele então acrescentou uma perspectiva otimista, "Mas temos muitas pessoas excelentes e talentosas na Igreja para nos ajudar, esses jovens que estão chegando, eu simplesmente os amo, eles são muito fortes".

Essa preocupação com a decadência dos padrões morais foi uma parte constante nos discursos do Élder Perry ao longo dos últimos anos. Em boa parte deles sua voz foi ouvida em defesa da vida familiar como Deus estabeleceu em seu evangelho: uma estrutura formada pelo casamente entre um homem e uma mulher, abençoada com a chegada dos filhos e edificada sobre os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo.

No vídeo abaixo, selecionamos trechos dos discursos "Porque a família é importante - em todos os lugares do mundo", "Encontrar paz duradoura e edificar uma família eterna" e "Tornar-se bons pais". Em seguida, o leitor poderá acompanhar citações desses e de outros dos últimos pronunciamentos do Élder Perry sobre os valores da família. Neles, o apóstolo expõe a posição da Igreja sobre importantes questões que envolvem o padrão familiar revelado, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a educação dos filhos e a participação dos membros em atividades cívicas em defesa dos valores familiares. 



1. POR QUE O CASAMENTO E A FAMÍLIA SÃO IMPORTANTES - EM TODOS OS LUGARES DO MUNDO (ABRIL/2015)


A defesa da família é uma causa que une indivíduos e grupos de diversas formações.


"[...] Observei que, quando várias religiões, denominações e crenças estão unidas quanto ao casamento e à família, elas também estão unidas quanto aos valores, à lealdade e ao comprometimento que naturalmente são associados à unidade familiar."

sexta-feira, 20 de maio de 2016

"Feministas maternas" defendem a maternidade na ONU


Por Candice Madsen, da Deseret News

CIDADE DE NOVA YORK - A Comissão da ONU sobre a Situação da Mulher (CSW) reúne mulheres de todo mundo para se concentrarem nos direitos e empoderamento das mulheres. Mas Carolina Allen, de Provo, afirma que uma voz não está sendo ouvida: a voz das mães.

"No último ano quando assisti à CSW, eu não senti que houvesse qualquer representação para mulheres como eu, e conheço mulheres tão poderosas em casa e penso que elas são necessárias aqui", disse Allen, uma mãe de cinco filhos.

Ela fundou a organização internacional inter-religiosa Big Ocean Women (tradução livre: O Grande Oceano de Mulheres) e retornaram esse ano com 30 mulheres, de vários estados, para levantar suas vozes e promover a maternidade e a família.




quinta-feira, 21 de abril de 2016

A esquerda imbecilizou o Brasil

Por João Henrique Pereira

Analisando ainda a situação a partir de uma escala de valores conservadora, enraizada no cristianismo, qual das condutas é mais reprovável, roubar dinheiro, mesmo que estejamos falando de milhões, ou legalizar a sedução de crianças em larga escala com a política de ideologia de gênero?

A prontidão dos direitistas em mostrar imparcialidade e exigir a condenação do Presidente da Câmara, logo após a decisão da Casa sobre o impeachment, é uma amostra de como a esquerda conseguiu imbecilizar boa parte dos brasileiros ao longo dos anos. Isso se torna claro com a inevitável equiparação, resultante desse clamor, entre as acusações que pesam sobre o deputado e os motivos que levaram o PT ao descrédito geral, sem considerar os diversos acontecimentos na trajetória petista, sejam eles crimes ou não, que o distingue de qualquer outro partido com investigados na Lava Jato.

Não desejo menosprezar as acusações contra o Cunha ou sugerir que ele não seja punido caso sua culpa seja provada, compartilho do desejo da maioria dos brasileiros de que os políticos respondam por seus erros como qualquer cidadão. Não estou convencido, porém, de que o desvio de dinheiro dos cofres públicos para ser embolsado por um político corrupto é mais grave que  aquele que o governo realiza para destinar a ditaduras comunistas, a manutenção de programas sociais com fins eleitorais e aos movimentos sociais com representação injustificável na sociedade. Ambos são métodos de pilhagem do dinheiro do povo, diferindo apenas por uma questão legal. 

Analisando ainda a situação a partir de uma escala de valores conservadora, enraizada no cristianismo, qual das condutas é mais reprovável, roubar dinheiro, mesmo que estejamos falando de milhões, ou legalizar a sedução de crianças em larga escala com a política de ideologia de gênero? Como comparar o dinheiro desviado da Petrobrás com as milhares de vidas perdidas a cada ano pela conivência do Governo Federal com o banditismo e o tráfico de drogas, ou com o salvo conduto dado ao MST para invadir propriedades e à FUNAI para confiscar terras de famílias com mais de 30 anos de trabalho no campo? Como não relacionar as pedaladas fiscais e o financiamento da campanha da presidente, com dinheiro público, a um esquema de aparelhamento das próprias instituições da República, visando manter o PT no poder em tempo indeterminado?

A indignação moral de muitos direitistas diante da saudação do Deputado Jair Bolsonaro ao Eduardo Cunha pela forma como esse conduziu o processo de impeachment, apontando para uma suposta imparcialidade de julgamento do Bolsonaro, é uma prova de que, mesmo nas fileiras de conservadores, muitos perderam a sensibilidade moral que poderia alertá-los para a natureza do problema que se abateu sobre nosso país como resultado de anos de petismo, assim como os impediria de cair em um engodo criado pela esquerda - o de elevar o PT ao posto honroso de apenas mais um partido corrupto.

terça-feira, 22 de março de 2016

Três missionários de Utah são feridos em explosão no Aeroporto de Bruxelas

Deseret News, 22 de março de 2016

Por Tad Walch



Acima na foto o Élder Richard Norby e seu companheiro, o Élder Joseph Dresden Empey, ambos feridos no atentado terrorista de Bruxelas.

Três missionários mórmons que servem na Missão França Paris foram seriamente feridos na explosão de terça feira no Aeroporto de Bruxelas, disse um porta voz de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias na manhã desta terça.

Os missionários feridos foram Éleer Richard Norby, 66 anos, de Lehi, Utah, o Élder Joseph Dresden Empey, 20 anos, de Santa Clara, Utah e o Élder Manson Wells, 19 anos, de Sandy, Utah. 

Os três homens estavam levando a Síster Fanny Rachel Clain, 20 anos, de Montélimar, França, para o aeroporto a caminho de sua designação missionária em Ohio, disse o porta voz da Igreja Eric Hawkins. Síster Clain estava servindo na Missão França Paris enquanto esperava um visto permanente para os Estados Unidos. 

A Sister já havia passado pela segurança do aeroporto quando as explosões aconteceram, matando pelo menos 31 pessoas e ferindo mais de 100. Ela saiu ilesa. Uma testemunha disse que a segunda explosão derrubou tetos e rompeu tubulações. 

O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria das explosões

segunda-feira, 7 de março de 2016

O movimento das mulheres: liberdade ou engano?





Élder Thomas S Monson


Artigo publicado na revista Ensign em janeiro de 1971


Para citar o Mestre: "Vós sois o sal da terra; (...) Vós sois a luz do mundo; (...) Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." (Mateus 5:13-14, 16)

Em forte e evidente contraste com esse espírito estão o sentido de nossos tempos, as exigências de nossos dias e os objetivos de nossa geração. Olhe ao seu redor. Escute as muitas vozes, cada uma competindo por um ouvido atento. O que você vê? O que você ouve? O tema: a liberdade das mulheres.

Recentemente, li com interesse matérias de destaque que apareceram em cinco publicações americanas de ampla circulação. Todas apresentaram informações sobre o assunto da liberdade das mulheres. 

Várias dessas matérias chamaram atenção para o fato de que 1970 marca o quinquagésimo aniversário dos direitos das mulheres votarem nos Estados Unidos. E dessa base veio a descrição dos objetivos e exigências que estão agora sendo feito por algumas mulheres: liberdade para abortar, liberdade dos cuidados infantis e condições iguais de trabalho. 


Uma parte sugere que as mulheres deveriam literalmente exigir essas coisas. Essa matéria passou então a descrever muito da filosofia de Fridrich Engels. Engels, como recordarão, era colega de Karl Marx e falou com ironia e força contra muito da vida familiar. (1) Ele se referiu ao casamento como uma mutação sombria da escravidão, pediu sua abolição e sugeriu uma responsabilidade pública pela educação das crianças. (2)

Em outra revista havia um relatório sobre o "Mito da Maternidade."(3) Essa matéria desmerecia a ideia de que há algo particularmente gratificante e satisfatório em ser mãe. Ela citou um psiquiatra que sugeriu que as pessoas devem se deslocar da paternidade planejada para o planejamento de não ter filhos e que seria mais amável para as crianças não tê-las. O autor do artigo, um editor sênior da revista, concluiu: "Se Deus ainda estivesse falando para nós em uma voz que pudéssemos ouvir, mesmo Ele provavelmente diria, "Frutificai-vos e não vos multipliqueis."

Essa filosofia estúpida e descaradamente falsa não deve ser acolhida ou acreditada. Pois Deus tem falado. Na verdade, Ele falou com uma voz clara entendida por aqueles que têm ouvidos para ouvir e corações para conhecer e sentir.

Nas escrituras lemos: "No princípio criou Deus os céus e a terra.

E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo. (...)

E disse Deus: haja luz; e houve luz. (...)

E disse Deus: haja uma expansão no meio das águas, (...) e assim foi."

As bestas do campo, as aves do ar e as criaturas da profundezas do mar foram todas criadas. "E disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança. (...)

E criou Deus o homem a sua imagem; a imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou.

E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai-vos e multiplicai-vos e enchei a terra. (Gen. 1:3, 6–7, 26–28.)

Novamente, nesses últimos dias, o Senhor aconselhou: "o casamento foi instituído por Deus para o homem. Portanto, é legítimo que ele tenha uma esposa e os dois serão uma só carne; e tudo isto para que a Terra cumpra o fim de sua criação." (D&C 49:15–16)

Assim, temos o contraste. De um lado, a filosofia do homem; do outro, a verdade de Deus. Vamos examinar o resultado quando a filosofia dos homens prevalecem. 

O erro, o pecado, a luxúria, a inveja e o crescimento do mal em meio a prosperidade de hoje. Mais de 5 milhões por ano são gastos em literatura pornográfica pelas quais homens vis tentam encontrar ouro em meio a sujeira. Revistas, filmes, programas de televisão e outras mídias de massas são utilizadas para rebaixar os padrões morais e de comportamento. Crime e delinquência tornam-se desenfreados e valores espirituais são questionados. Nossos interesses ficam centrados em nós mesmos. Nos preocupamos com coisas materiais. Muitos de nós estão mais preocupados em conquistar espaço do que em conquistarmos a nós mesmos. Somos mais dedicados a segurança material do que a pureza interior. Pensamos mais no que vestir, o que comer, o que beber e o que podemos fazer para relaxar do que pensamos em quem somos.

A fraqueza de nossa vontade e a confusão de nossas escolhas estão ilustradas em uma carta que foi escrita por uma mãe para a popular colunista e conselheira de relações humanas, Ann Landers:

"Querida Ann Landers: Um ano atrás nosso filho de dois anos, Earl, teve dificuldades respiratórias, então nós o levamos ao médico. Descobrimos que Earl é alérgico à fumaça de cigarro. Meu marido disse que nós dois teríamos que parar de fumar naquela mesma hora e lugar. Ele nunca tocou em cigarro desde então. Eu voltei a fumar naquela mesma noite. 

Meu marido não sabe que eu fumo. Eu tenho que me esconder e fumar no porão. E isto está me fazendo ficar uma pilha de nervos.

Você acha que seria errado se nós deixássemos um bom casal adotar o Earl, um bom casal que não fuma? O único problema é que meu esposo é doido pelo garoto. Eu amo ele também, mas eu sou mais do tipo prática.

O que você acha Ann? Srª E. R. M."

"Querida senhora, eu acho que um monte de pessoas que ler essa carta vai achar que eu a inventei. É completamente inacreditável que uma mãe colocaria cigarros acima de seu próprio filho. Não apresente sua ideia selvagem à seu esposo. Eu não o culparia se ele decidisse continuar com o pequeno Earl e se livrasse de VOCÊ."

Mães como essa foram libertadas? Elas alcançaram a liberdade? A igualdade? Não. Elas não foram libertas. Elas foram enganadas. Perderam sua verdadeira identidade. Seguiram aquele Flautista do Pecado (4) que tem astuciosamente as levado para longe de seu papel de feminilidade por aquele caminho de erros do qual uma jornada de retorno é difícil e nunca é concluída sem cicatrizes. 

Há como encontrar uma maneira de evitar consequências trágicas como essas, um método onde o pecado é evitado e a justiça entronizada? Talvez um ponto para um novo começo? Deixe-me compartilhar uma antiga verdade que eu vi apresentada de uma maneira mais moderna. 

Uma das mais belas comédias musicais dos últimos anos é Fiddler on the Roof (um violinista no telhado), de Joseph Stein. (5) Ela conta a história de um pai judeu à moda antiga na Rússia que está tentando lidar com a mudança dos tempos trazida a ele à força para casa por suas belas filhas adolescentes. 

A alegria da dança, o ritmo da música, a excelência de todos os atos se desvanecem em sua importância quando o pai fala o que, para mim, torna-se a mensagem do musical. Ele reúne suas amáveis filhas a seu lado e, na simplicidade de seu ambiente camponês, aconselha-as sobre como elas devem pensar o futuro. "Lembrem," ele advertiu, "em Anatevka cada uma de vocês sabem quem são e o que Deus espera que se tornem".

Vocês, amadas irmãs da Igreja, sabem quem são e o que Deus espera que se tornem. Seu desafio é ajudar todos por quem são responsáveis a conhecer  essa verdade. A Sociedade de Socorro desta Igreja, a Igreja do Senhor, pode ser um dos meios para alcançar essa meta.

Desde o início, o Profeta Joseph Smith reconheceu a importância de organizar as mulheres da Igreja "por meio da ordem do sacerdócio". Quando disse isso, o Profeta afirmou: "(...) e agora eu viro a chave em vosso favor, em nome do Senhor, e essa Sociedade se regozijará, e conhecimento e inteligência fluirão de agora em diante." (History of the Church 4:607.)

Ao planejar o currículo para as mulheres da Igreja, temos sido guiados pelas declarações do profeta, bem como pelas instruções providenciadas por aqueles que o sucederam na liderança da Igreja. Temos, com cuidado resoluto, seguido essas orientações:

1. Toda mulher foi investida por Deus com características distintas, dons e talentos para que possam realizar uma missão específica no plano eterno;

2. O sacerdócio é o poder central da Igreja. "O sacerdócio é para o benefício de todos os membros da Igreja. Homens não têm mais direito do que as mulheres sobre as bençãos que emitem por meio do sacerdócio e que acompanham sua posse.” (John A. Widtsoe, Priesthood and Church Government [Deseret Book Company, 1939], p. 83.);

3. O lar é a organização básica para ensinar o indivíduo a andar em retidão perante o Senhor;

4. Serviço compassivo e uma sensibilidade às necessidades de outros são os principais propósitos pelos quais o programa das mulheres foi organizado.

O que os modernistas, mesmo os liberacionistas, esquecem é que as mulheres, além de serem pessoas, também pertencem a um sexo, e com as diferenças no sexo estão associadas importantes diferenças em função e comportamento. Igualdade de direitos não implica identidade de funções. Como o apóstolo Paulo declarou: "(...) nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor."(1 Cor. 11:11)

Reconhecendo a verdade dessa declaração, eu posso alistar para vocês três desafios de nossos tempos: Primeiro, apoie seu esposo; segundo, fortaleça seu lar; terceiro, sirva a seu Deus. 

Apoie seu esposo. Ao falar para missionários, eu frequentemente os aconselho: "Ame seu companheiro. Faça-o parte de tudo o que você faz. Ele pode ser baixo ou alto, magro ou gordo, elegante ou simples, mas ele é o seu companheiro." Acho que não preciso entrar em detalhes sobre essa analogia. Seu marido é seu. Juntos vocês formam uma parceria com Deus. Seu esposo, como um portador do sacerdócio, é o cabeça do lar. Você, a adjutora, não é a cabeça, mas tão importante quanto, é o coração do lar. 

Honre seu sacerdócio, e ele respeitará sua feminilidade. Ambos, esposo e esposa, deveriam apreciar que "a mulher foi tirada do homem, (...) não de seus pés para ser pisoteada, mas de seu lado para ser igual a ele, abaixo de seu braço para ser protegida, e próximo a seu coração para ser amada."  (Matthew Henry)

Seja paciente, seja terna, seja amável, seja atenciosa, seja compreensível, faça o seu melhor para apoiar seu esposo. 

Fortaleça seu lar. Vários escritores do movimento de libertação feminina têm se referido ao ambiente familiar como "aquele gueto chamado lar". Eu respondo: "O lar é o que a mãe faz dele." Lar, que bela palavra em nossa língua, não foi criado para ser um gueto, mas sim um paraíso chamado céu, onde o espírito do Senhor possa habitar.

Muito frequentemente as mulheres subestimam sua influência benéfica. Bem que vocês poderiam seguir a fórmula dada pelo Senhor: "(...) estabelecei uma casa, sim, uma casa de oração, uma casa de jejum, uma casa de fé, uma casa de aprendizado, uma casa de glória, uma casa de ordem, uma casa de Deus." (D&C 88:119)

Em uma casa como essa será encontrada alegria, crianças sorridentes a quem terão sido ensinadas, por preceito e por exemplo, a verdade. Em um lar Santo dos Últimos Dias, os filhos não são simplesmente tolerados, eles são bem vindos; não comandados, mas encorajados; não dirigidos, mas guiados; não negligenciados, mas amados. Nesse lar as crianças vão procurar e obter testemunhos.

Eu reconheço que há momentos quando os nervos da mãe estão gastos, sua paciência exausta, e suas energias consumidas; quando ela diz: Meus filhos não apreciam uma única coisa que eu faço. Eles apreciam você. Uma das questões depois de um estudo sobre magnetismo em uma escola de ensino fundamental foi: O que começa com m e pega as coisas? A resposta óbvia era magnetismo. Porém, mais de um terço dos estudantes responderam mãe.

Não há cena mais tocante ou bela do que uma mãe ajoelhando-se com seu filho ao lado da cama enquanto ela o ensina a orar. Então, levantando-se de seus joelhos, o pequenino é levado com ternura para a cama e recebe seu beijo de boa noite.

Sirva a seu Deus. Há mulheres que falham em suas responsabilidades, que negligenciam a palavra de Deus, usando como desculpa a inatividade e a descrença de um esposo que se desencaminhou. Com tais nosso Pai não está satisfeito, pois elas escondem o dom divino com o qual são investidas, o poder para influenciar para o bem as vidas de seus maridos. Que milagre poderia ser realizado nas fileiras do sacerdócio se cada esposa resolvesse amar o Senhor seu Deus com todo o seu coração, seu poder, mente e força, e a seu próximo com a si mesma. Você não pode servir a seu próximo sem demonstrar seu amor por Deus. 

Sua missão é "Ir, alegrar o solitário, o triste; Ir, confortar o choroso, o cansado; Ir, espalhar boas ações em seu caminho; Oh, tornar o mundo mais brilhante hoje! (“Make the World Brighter,” Deseret Sunday School Songs, 1909, p. 197.) O coração do serviço de solidariedade, um dos credos característicos da Sociedade de Socorro, é doar de si mesmo.

Irmãs, vocês aceitarão esses três desafios: apoiar seu esposo, fortalecer seu lar e servir a seu Deus? Prometo, como servo do Senhor, conforme vocês o fizerem, receberão as bençãos do céu. 

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Notas:

1. Em seu livro, "A origem da família, da propriedade e do estado" Engels fala sobre a pretensa condição inferior da mulher no lar, duas citações: "A família individual moderna baseia-se na escravidão doméstica, franca ou dissimulada, da mulher" e "O homem apoderou-se também da direção da casa; a mulher viu-se degradada, convertida em servidora, em escrava da luxúria do homem, em simples instrumento de reprodução. Essa baixa condição da mulher, manifestada sobretudo entre os gregos dos tempos heroicos e, ainda mais, entre os dos tempos clássicos, tem sido gradualmente retocada, dissimulada e, em certos lugares, até revestida de formas de maior suavidade, mas de maneira alguma suprimida." 

A perspectiva materialista de Engels e do marxismo desconsidera completamente os objetivos nobres e eternos da constituição da família e avilta o papel divinamente estabelecido da mulher como algo semelhante a escravidão. Compare a visão marxista com a verdade revelada por meio da Proclamação ao Mundo sobre a família: 

"A FAMÍLIA foi ordenada por Deus. O casamento entre o homem e a mulher é essencial para Seu plano eterno. Os filhos têm o direito de nascer dentro dos laços do matrimônio e de ser criados por pai e mãe que honrem os votos matrimoniais com total fidelidade. A felicidade na vida familiar é mais provável de ser alcançada quando fundamentada nos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. O casamento e a família bem-sucedidos são estabelecidos e mantidos sob os princípios da fé, da oração, do arrependimento, do perdão, do respeito, do amor, da compaixão, do trabalho e de atividades recreativas salutares. Segundo o modelo divino, o pai deve presidir a família com amor e retidão, tendo a responsabilidade de atender às necessidades de seus familiares e de protegê-los. A responsabilidade primordial da mãe é cuidar dos filhos. Nessas atribuições sagradas, o pai e a mãe têm a obrigação de ajudar-se mutuamente, como parceiros iguais. Enfermidades, falecimentos ou outras circunstâncias podem exigir adaptações específicas. Outros parentes devem oferecer ajuda quando necessário."


2. Engels afirmou: "Quando os meios de produção passarem a ser propriedade comum, a família individual deixará de ser a unidade econômica da sociedade. A economia doméstica converter-se-á em indústria social. O trato e a educação das crianças tornar-se-ão público; a sociedade cuidará, com o mesmo empenho, de todos os filhos, sejam legítimos ou naturais." 

A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988 com a contribuição de centenas de marxistas, afirma em seu artigo 205: "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade." O Código Penal Brasileiro prevê a penas de detenção de quinze dias a um mês aos pais que deixarem de "prover à instrução primária de filho em idade escolar." (CP, art. 246)

O Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) é ainda mais claro sobre a responsabilidade do poder público pela educação das crianças, destacamos alguns dos artigos onde essa responsabilidade está evidenciada:

Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes  (...) à educação.

Capítulo IV
Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer

Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania (...), assegurando-se-lhes:

IV - direito de organização e participação em entidades estudantis;

Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:

I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, (...)

§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.

§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente.

Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.

Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de:

II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares;

III - elevados níveis de repetência."


3. Ver um exemplo de matéria como a citada pelo Élder Thomas S Monson na imprensa da época: http://archives.chicagotribune.com/1970/09/08/page/40/article/motherhood-myth-who-needs-it

4. Uma alusão ao Flautista de Hamelin, dos irmãos Grimm.

5. Trecho, mencionado pelo Élder Monson, do musical Um violinista no telhado: