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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O que quer o movimento LGBT?


NOTA: o texto abaixo foi escrito em 31 de maio de 2013, quando Marina Silva despontava como a alternativa viável ao esquerdismo anticristão do PT e demais partidos socialistas para as eleições de 2014. A esperança de que a candidata adotasse uma política mais moderada repousava em parte no fato de Marina Silva ser evangélica mas também devido a promessa de neutralidade do Rede de Sustentabilidade, o partido sem ideologias que acabou não saindo do papel graças a uma decisão de 6 votos contra 1 do TSE. A pressão do movimento LGBT, para o qual Marina estava sempre pronta a se desculpar por sua fé, mostrou que tal expectativa era uma ilusão. Mesmo antes de surgir como partido político a militância pró LGBT já havia dominado as mídias sociais do Rede de Sustentabilidade. Em 31 de agosto de 2014, o filósofo Olavo de Carvalho escreveu o seguinte em sua página do Facebook: "Será IMPOSSÍVEL um governo Marina Silva romper com a política externa lulodilmista sem entrar em rota de colisão com o Foro de São Paulo e, portanto, com TODA a esquerda latino-americana. Não creio que ela esteja SERIAMENTE disposta a correr esse risco."

Tenho que alertar aos leitores também que enquanto redigia o texto abaixo, o autor do mesmo passava por um período de confronto com a realidade que o estava fazendo perder todas as ilusões sobre a esquerda, ilusões essas que ele não saberia precisar o momento exato no qual as adquiriu. Em sua mente a expressão "justiça social" ainda parecia corresponder a algum ideal louvável e não a "injustiça de fato" que ela realmente significa.

Segue o texto:

Nos últimos dias Marina Silva tem sido criticada por setores da mídia, principalmente pelos que defendem o casamento homoafetivo, por uma declaração feita em recente palestra na Universidade Católica de Pernambuco. Tal declaração tem sido vista por esses setores como um apoio implícito da Senadora ao Deputado Marcos Feliciano por afirmar que este estaria sendo criticado "mais por ser evangélico que por suas opiniões políticas equivocadas"; ressaltou também que não se pode "combater um preconceito com outro." Na ocasião a virtual candidata à presidência pela Rede de Sustentabilidade aproveitou para relembrar que o Estado Laico não é um sinônimo de Estado Ateu e que a Laicidade Estatal surgiu em virtude de uma grande contribuição da Reforma Protestante, ao promover a liberdade religiosa.

Marina enxerga a situação como ela realmente está posta, na verdade toda essa discussão motivada pela militância gay serviu para esclarecer a verdadeira posição da ala mais à esquerda da política nacional. O objetivo dessa militância tem menos relação com uma preocupação legítima com a violência praticada contra uma minoria que com a busca incondicional pelo poder propriamente dito. Não se trata de fazer valer os direitos de cidadãos de um setor da sociedade que estariam sendo violados em função de sua orientação sexual.  Grande parte do discurso contra a chamada homofobia é um utilizado como meio de ataque à fé da maioria da população brasileira que carrega em seus valores a tradição moral cristã. Nada mais normal em uma sociedade democrática que a livre discussão e contestação de uma visão ideológica diferente, ou mesmo de um pretenso aparelhamento estatal em torno de um credo específico, porém, a militância gay não se conforma apenas em contestar a opinião ou uma possível tentativa de utilizar a máquina pública para impor uma conduta religiosa a todos os cidadãos, neste último caso nem teriam como, visto que isso não ocorre nem de longe no Brasil, pelo menos no que diz respeito a religião cristã; trata-se no entanto de uma clara iniciativa para tentar suprimir qualquer expressão de fé ou de apoio aos valores sobre os quais toda a civilização ocidental foi erigida, sem a menor responsabilidade ou consideração em relação a todos os males sociais que tal supressão poderia causar ao País. Tal iniciativa pode ser vista na invocação da laicidade estatal para limitar a expressão de fé, quando essa mesma laicidade tem em sua origem o objetivo de favorecer a expressão da fé pelos membros da sociedade. O que inclui escolher representantes políticos que comunguem de seus valores básicos. Também tem sido vista pela forma depreciativa, e até mesmo criminosa, como a religiosidade tem sido retratada por esses setores. Fala-se mesmo em fundamentalismo religioso para quem se recusa a interpretar a Bíblia como um livro mítico, como um conteúdo de impossível aplicação em uma sociedade moderna.

Em troca de que? Deveríamos nos perguntar. Qual o sentido de tamanha aversão à religiosidade? Depois que abolirmos toda expressão de fé em nosso País, ou da esfera pública, quem irá ressocializar os presos de nosso sistema prisional falido? Quem irá defender a família como unidade básica da sociedade e como ponto de apoio de todo esforço pessoal por uma vida mais digna? Como iremos manter a estabilidade necessária para realizar as conquistas sociais com uma multidão de excluídos que "não tem nada a perder", como diria Marx, e nenhum freio social para sua conduta. Sem a religião como poderemos mesmo resolver e pacificar todos os conflitos inerentes à vida em sociedade de uma forma espontânea e não coercitiva? O que a militância gay irá "oferecer" para essa sociedade em substituição ao objetivo expresso da religião cristã de fazer com que cada indivíduo procure alcançar a "paz na terra e a boa vontade entre os homens"? Um igualitarismo opressor? Outras questões também são pertinentes. Como conquistar uma democracia forte dando poder a uma parcela antidemocrática da sociedade cujo único objetivo é suprimir e calar a voz dos que discordam de sua opinião? Por que essa militância resolveu fazer uma cruzada contra a religião num evidente descaso em procurar conhecer a verdadeira fonte da violência contra os gays? Não há como chegar a outra conclusão que não seja a de que a militância gay não tem nenhum compromisso com o bem estar e a proteção das escassas vítimas de homofobia em nosso país, mas sim de utilizar os anseios de um grupo social para conseguir legitimidade, tornando-os uma espécie de massa de manobra para fomentar uma ideologia política antidemocrática compromissada apenas em aumentar seu poder político e social.

Veja o trecho mencionado da palestra:


Um comentário:

  1. Se algum dia for obrigado a apoiar o homosexualismo, ou ver meus filhos sendo vítima de assedio e eu não puder fazer nada, pegarei em armas e partirei para a guerra contra esses terroristas afeminados que querem impor a sociedade seu modo de vida imoral e anti natural.Deus condena, a Bíblia também, o homosexualismo é a maior ofensa contra todo o Plano de Salvação, onde a criação e continuação de vidas é o único proposito dessa terra ter sido criada.Esse Che Guevara de buteco chamado Jean Wyllis, é o grande responsável por isso, junto com uma cambada de terrorista que visam unicamente destruir a liberdade e religião do povo.Não podemos nos calar nem vamos nos calar e que Deus no ajude.

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